Frio no Rio Grande do Sul impulsiona turismo e economia local com aumento de 30% em vendas de produtos sazonais
O Rio Grande do Sul registra crescimento econômico e turístico devido às baixas temperaturas em 2026. A previsão é de que mais de 1,2 milhão de visitantes explorem atrativos do frio no estado, enquanto lojas de eletrodomésticos e vestuário registram alta de até 30% nas vendas de aquecedores, roupas térmicas e acessórios. Negócios locais, como postos de combustíveis e vinícolas, também se adaptam à demanda sazonal.
Economia aquecida pelo frio
O frio intenso no Rio Grande do Sul tem movimentado diversos setores da economia local. Lojas de eletrodomésticos em Porto Alegre registraram aumento de até 30% no faturamento, com destaque para a venda de aquecedores. No comércio popular, peças como blusas térmicas, moletons e toucas tiveram alta na procura, com algumas lojas vendendo até 60 unidades de blusas térmicas em um único dia de grande movimento. "Estava bem difícil e agora que o frio veio melhorou muito as vendas", afirmou Alice Souza, gerente de uma loja no Centro de Porto Alegre.
Soluções criativas e demanda por lenha
Empresas e estabelecimentos têm adotado soluções criativas para atrair clientes durante o frio. Um posto de combustíveis na BR-386, no norte do estado, instalou uma lareira dentro do banheiro, oferecendo conforto térmico aos motoristas. "Muito bom. Que nem essa noite tinha frio, geada, mas foi excelente para tomar banho. Tu entra ali e já está quentinho", relatou o motorista Alexandro Schuster. Além disso, a venda de lenha triplicou na região, com lenheiros relatando alta demanda. "Tenho mais ou menos umas 4 mil lascas encomendadas. Não estou aceitando encomenda porque não adianta eu prometer para o cliente e não cumprir", disse Lucimar Ficcagna, lenheiro local.
Turismo e gastronomia em alta
A Serra Gaúcha, especialmente o Vale dos Vinhedos, vive sua alta temporada turística durante o outono e inverno. As vendas de vinho tinto aumentam até 40% no período, impulsionadas pelo consumo em dias frios. "Acaba aquecendo um pouco também quando a gente está consumindo um vinho assim no friozinho, é bem gostoso. Uma comidinha bem quentinha, uma sopinha, combina", explicou a sommelier Déa Vianna. A produção de capeletti, prato típico da região, também cresce, com uma indústria local fabricando 500 kg do alimento por dia durante a safra, que vai de abril a outubro.