Hackers iranianos miram infraestrutura crítica dos EUA; Trump ameaça 'civilização inteira'
Agências de segurança dos EUA alertaram sobre hackers apoiados pelo Irã explorando falhas em sistemas de água, esgoto, energia e governos locais. A Guarda Revolucionária do Irã ameaçou atacar infraestrutura energética dos EUA e aliados no Oriente Médio sem restrições, caso o presidente Donald Trump siga com suas ameaças. Trump declarou que 'uma civilização inteira morrerá esta noite' se o Irã não reabrir o Estreito de Ormuz.
Ameaças cibernéticas e retaliação militar
Agências de segurança dos Estados Unidos, incluindo o FBI, NSA, CISA e o Departamento de Energia, alertaram que hackers apoiados pelo Irã estão explorando falhas em sistemas para atacar a infraestrutura americana, com o objetivo de causar 'efeitos disruptivos'. Os alvos potenciais incluem serviços de água, esgoto e energia, assim como instalações de governos locais. Os invasores estariam manipulando informações e alterando arquivos de configuração. O grupo hacker Handala, que apoia o Irã, alegou em março ter invadido sistemas da empresa americana de tecnologia médica Stryker, como retaliação a supostos bombardeios dos EUA. Pesquisadores também associaram ao Irã um ataque que bloqueou o acesso de uma empresa de saúde à sua rede. Paralelamente, a Guarda Revolucionária do Irã (IRGC) ameaçou atacar a infraestrutura energética dos EUA e seus aliados no Oriente Médio sem restrições, caso o presidente Donald Trump mantenha suas ameaças. A IRGC afirmou que a ofensiva privará os atingidos de recursos de petróleo e gás 'por muitos anos'. Em sua plataforma Truth Social, Trump postou que 'uma civilização inteira morrerá esta noite', em referência à guerra contra o Irã e ao prazo dado para a reabertura do Estreito de Ormuz. Após a declaração de Trump, o Irã interrompeu negociações de cessar-fogo e transmitiu ordens de ataque a bases de mísseis. Um dia antes, militares iranianos também citaram o Stargate UAE, um data center de IA, como possível alvo.