Incêndio causado por balão interdita cinco trilhas na Floresta da Tijuca após mais de 24 horas de combate às chamas
Um incêndio iniciado pela queda de um balão na Floresta da Tijuca, no Rio de Janeiro, completou mais de 24 horas de duração, interditando cinco trilhas no Parque Nacional da Tijuca. Brigadistas do ICMBio, voluntários e o Corpo de Bombeiros atuam no local desde domingo (26), utilizando helicópteros para conter as chamas em áreas de difícil acesso. O fogo ainda não foi totalmente extinto, e a população é incentivada a denunciar baloeiros.
Combate ao incêndio e interdições
O incêndio teve início na manhã de domingo (26) após a queda de um balão na região do Morro do Anhanguera, dentro do Parque Nacional da Tijuca. Equipes do ICMBio, voluntários e o 1º Grupamento de Socorro Florestal e Meio Ambiente (GSFMA) do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro trabalham desde então para controlar as chamas. Na noite de domingo, o fogo foi parcialmente controlado, mas as operações foram retomadas na madrugada de segunda-feira (27) para evitar novos focos. Um helicóptero dos Bombeiros está sendo utilizado para captar água dentro do parque e lançá-la sobre áreas de difícil acesso para as equipes em terra. Cinco trilhas foram interditadas para visitação pública: Pedra do Conde, Alto da Bandeira, Pedra da Caixa, Mirante do Excelsior e Morro do Anhanguera. Os demais atrativos do parque permanecem abertos ao público.
Denúncias e impacto ambiental
A administração do Parque Nacional da Tijuca reforçou o pedido para que a população denuncie a prática de soltar balões, que é ilegal e representa um grave risco ambiental. As denúncias podem ser feitas de forma anônima pelo Linha Verde do Disque Denúncia, através do telefone 2253-1177 ou pelo WhatsApp no número 21-2253-1177. A soltura de balões é crime ambiental, conforme a Lei Federal nº 9.605/1998, e pode resultar em multas e penas de detenção.