Anthropic restringe acesso ao Claude Mythos após alerta global sobre riscos à cibersegurança
A Anthropic confirmou que sua nova ferramenta de inteligência artificial, o Claude Mythos, é tão eficaz na identificação de vulnerabilidades em sistemas que decidiu restringir seu acesso. A tecnologia foi liberada apenas para um grupo seleto de organizações, após preocupações com uso indevido por hackers e agentes de espionagem. O governo dos EUA manifestou oposição à ampliação do acesso para mais 70 empresas, citando riscos à segurança nacional.
Riscos e restrições de acesso
O Claude Mythos, desenvolvido pela Anthropic, foi projetado para identificar falhas complexas em softwares e sistemas computacionais com alta precisão. Devido à sua eficácia, a empresa optou por liberar a ferramenta apenas para um grupo restrito de organizações, evitando seu uso público. Documentos e fontes revelam que um episódio de acesso não autorizado em um fórum privado aumentou as preocupações sobre possíveis usos maliciosos, como roubo de dados ou ataques a infraestruturas críticas.
Posicionamento do governo dos EUA
A Casa Branca se posicionou contra a ampliação do acesso ao Mythos para mais 70 empresas, conforme plano inicial da Anthropic. Segundo um funcionário do governo, há receios de que a empresa não tenha capacidade computacional suficiente para atender novos usuários sem comprometer o uso da ferramenta por órgãos governamentais. O governo também alertou para o potencial de uso da IA por hackers e agentes de espionagem, marcando uma nova fase na corrida armamentista cibernética.