Amazon encerra ranking interno de uso de IA após críticas a 'tokenmaxxing' e gastos excessivos
A Amazon desativou um ranking interno criado por funcionários que incentivava o uso excessivo de inteligência artificial (IA) sem foco em soluções práticas. A empresa reforçou que a IA deve ser utilizada para resolver problemas reais, não apenas para aumentar métricas de consumo. A decisão reflete uma tendência global de revisão de gastos com IA, após preocupações com retornos insuficientes.
Ranking 'KiroRank' é descontinuado
A Amazon confirmou o encerramento do 'KiroRank', um painel interno criado por colaboradores para monitorar o uso de tokens de IA. Segundo um porta-voz da empresa, a ferramenta "nunca teve a intenção de promover o uso de IA pelo uso em si". A decisão foi motivada por relatos de que funcionários realizavam tarefas desnecessárias apenas para aumentar suas posições no ranking, prática conhecida como 'tokenmaxxing'.
Mudança de cultura corporativa
Dave Treadwell, vice-presidente sênior da Amazon, orientou equipes a evitar o uso de IA "apenas pelo uso", enfatizando que a tecnologia deve ser aplicada para "resolver problemas de clientes, de negócios e inovar". A medida acompanha um movimento mais amplo no setor tecnológico, onde empresas como Uber já sinalizaram preocupação com o aumento descontrolado de custos em IA sem retorno proporcional. A Amazon, no entanto, afirmou que continua incentivando a adoção de IA, desde que alinhada a resultados concretos.