Brasil atinge patamar de 'muito alto desenvolvimento humano' pela primeira vez, mas desigualdades persistem
O Brasil alcançou o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) de 0,805 em 2024, ingressando no grupo de países com 'muito alto desenvolvimento humano' pela primeira vez. O avanço, divulgado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), reflete melhorias em longevidade, educação e renda entre 2012 e 2024. No entanto, desigualdades raciais e de gênero permanecem significativas, com brancos (0,851) e homens (0,802) em patamares superiores aos de negros (0,774) e mulheres (0,798).
Desigualdades marcantes
Apesar do avanço histórico, o relatório do Pnud destaca disparidades persistentes no desenvolvimento humano brasileiro. A população branca registra IDHM de 0,851, classificada como 'muito alto desenvolvimento humano', enquanto a população negra apresenta 0,774, enquadrada no patamar de 'alto desenvolvimento humano'. A diferença entre homens (0,802) e mulheres (0,798) também é evidenciada, especialmente quando ajustada pela renda do trabalho. O documento ressalta que 'a marcante desigualdade racial no Brasil é evidenciada pelos diferentes patamares alcançados entre a população negra e a população branca'.
Metodologia do IDHM
O Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) é calculado com base em três dimensões: longevidade, educação e renda. A escala varia de 0 a 1, onde valores mais próximos de 1 indicam maior desenvolvimento humano. Em 2012, o Brasil estava no patamar de 'baixo desenvolvimento humano', evoluindo para 'médio desenvolvimento humano' em 2024. O salto para 0,805 posiciona o país no grupo de 'muito alto desenvolvimento humano' pela primeira vez na série histórica.