Justiça de São Paulo investiga fraude milionária na venda de Ferrari SF90 Stradale única no Brasil
Um esquema fraudulento envolvendo a venda de uma Ferrari SF90 Stradale Assetto Fiorano, avaliada em R$ 4 milhões e única no Brasil em sua configuração, mobiliza investigações do Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC) e a Justiça de São Paulo. O empresário Leonardo Rodrigues, proprietário original do veículo, entregou o supercarro após receber cheques sem fundo e um relógio falsificado como pagamento.
Esquema fraudulento e reviravoltas judiciais
O caso teve início quando o empresário Leonardo Rodrigues, dono da Ferrari SF90 Stradale Assetto Fiorano, entregou o veículo após uma transação intermediada. O pagamento, no entanto, foi realizado com três cheques que somavam R$ 1,8 milhão e um relógio Richard Mille — ambos falsos. Segundo apuração do Uol Carros, a defesa de Rodrigues afirma que as negociações foram conduzidas por Carlos Eduardo Barbosa, intermediário que atuava em nome da empresa de Boris Maciel Padilha. Barbosa confessou em depoimento policial que sabia da falsidade dos cheques e do relógio, alegando problemas financeiros como justificativa para sua participação no esquema. A defesa de Padilha, por sua vez, sustenta que a compra foi regular, com todas as cautelas tomadas, e que o empresário atua no mercado de luxo há três décadas sem histórico de irregularidades. O Ministério Público inicialmente devolveu a posse do veículo a Rodrigues, mas recuou após manifestações da defesa de Padilha, que alega ser um terceiro de boa-fé na negociação.