Cuidador revela detalhes dos últimos dias de Maradona: incontinência, abstinência e prostração
Diego Maradona passou seus últimos dias com dificuldades graves de saúde, segundo depoimento de Aníbal Domínguez, cuidador do ex-jogador. Maradona sofria de incontinência urinária, abstinência alcoólica e passava longos períodos prostrado na cama, sem se alimentar adequadamente. A equipe médica que o acompanhava é acusada de homicídio com dolo eventual.
Condições de saúde nos últimos dias
Aníbal Domínguez, cuidador de Diego Maradona desde 2015, descreveu em depoimento durante o julgamento da equipe médica do ex-jogador que Maradona enfrentava sérios problemas de saúde antes de sua morte. Segundo Domínguez, Maradona sofria de incontinência urinária, retenção de líquidos e inchaço, além de apresentar sintomas de abstinência alcoólica. O ex-craque passava dias inteiros sem se levantar da cama, recusava-se a tomar banho e tinha dificuldade para se alimentar. 'Ele fazia as necessidades nas roupas, não conseguia chegar ao banheiro', relatou o cuidador.
Julgamento da equipe médica
Maradona faleceu em 25 de novembro de 2020, aos 60 anos, devido a uma parada cardiorrespiratória e edema pulmonar, enquanto recebia cuidados domiciliares após uma cirurgia no cérebro. O julgamento em San Isidro, próximo a Buenos Aires, busca apurar a responsabilidade de sete profissionais de saúde, incluindo seu médico pessoal, Leopoldo Luque, pelo crime de homicídio com dolo eventual. Domínguez afirmou que alertou Luque sobre o estado crítico de Maradona, mas o médico não compareceu para avaliar o paciente.