Preços de eletrônicos não devem voltar aos patamares de 2025, afirma co-CEO da Acer
O co-presidente da Acer nas Américas, Germano Couy, afirmou em entrevista que os preços de eletrônicos, como computadores e celulares, não devem retornar aos valores praticados em 2025. A crise global de chips e a alta demanda por memórias RAM e SSDs para data centers mantêm os custos elevados. Couy destacou que, embora haja expectativa de estabilização, os preços não alcançarão os níveis anteriores devido ao consumo crescente de memória por novas tecnologias.
Impacto da crise de chips no mercado global
Germano Couy explicou que a crise de chips, agravada pela demanda crescente de data centers e novas tecnologias, tornou improvável a redução dos preços de eletrônicos aos patamares de 2025. Segundo o executivo, o mercado de CPUs tende a se estabilizar mais rapidamente do que o de memórias, que continuam com alta demanda. "As novas tecnologias que estão vindo consomem bastante memória, então esse é o meu ponto. Eu acho que os produtos não voltam aos níveis de que a gente já teve, mas vai melhorar", afirmou Couy.
Situação no Brasil e perspectivas para o mercado entry-level
O Brasil tem se saído melhor que outros países da América Latina durante a crise, segundo Couy, devido à existência de uma indústria local de componentes que garantiu maior disponibilidade de peças. Sobre o mercado de produtos entry-level, o executivo não acredita em um desaparecimento completo, mas reconhece que o segmento será afetado. "As fábricas estão voltando a ter disponibilidade acima de 10 nanômetros de tecnologias mais antigas", disse, sugerindo que produtos baseados em tecnologias anteriores ainda terão espaço no mercado.