Morre Gilmar Sampaio, bailarino e coreógrafo baiano referência na dança e no candomblé
O bailarino, coreógrafo e sacerdote do candomblé Gilmar Sampaio teve sua morte confirmada nesta terça-feira (21). Ele foi encontrado sem vida em seu apartamento, e a Associação Afro-brasileira Casa do Mensageiro Terreiro Ilê Axé Ojisé Olodumare informou que o óbito ocorreu por causas naturais. Sampaio foi uma figura central no Balé Teatro Castro Alves (BTCA) e deixou um legado na cultura baiana.
Trajetória e legado na dança
Gilmar Sampaio foi um dos principais nomes da dança baiana, integrando o Balé Teatro Castro Alves (BTCA) por mais de três décadas. A Fundação Gregório de Mattos (FGM) o descreveu como um 'mestre dedicado à formação de novas gerações' e um 'ícone da dança baiana'. O presidente da FGM, Fernando Guerreiro, destacou sua contribuição: 'Gilmar Sampaio foi um bailarino de primeira linha, uma presença muito marcante e um ser humano maravilhoso, bem-humorado, sempre disposto a ajudar'. O BTCA também lamentou a perda, reforçando seu papel como referência essencial na companhia.
Atuação no candomblé
Além de sua carreira na dança, Gilmar Sampaio era sacerdote do candomblé e membro da Associação Afro-brasileira Casa do Mensageiro Terreiro Ilê Axé Ojisé Olodumare (Afrocam). A entidade ressaltou sua importância espiritual: 'Foi uma figura de máxima importância na construção, fortalecimento e condução de nossa casa, dedicando sua vida com compromisso, sabedoria e generosidade'. Seu legado, segundo a Afrocam, permanecerá vivo nos ensinamentos e na memória de quem conviveu com ele.