Nokia ressurge como fornecedora de infraestrutura para inteligência artificial e registra alta de 90% em ações em 2026
A Nokia, após abandonar o mercado de celulares, transformou-se em fornecedora de infraestrutura para inteligência artificial, focando em equipamentos para centros de dados e redes ópticas. A estratégia impulsionou suas ações, que acumulam valorização de cerca de 90% no ano. A empresa, sob liderança de Justin Hotard, ex-Intel, e após aquisição da Infinera, busca consolidar resultados financeiros consistentes na era da IA.
Estratégia de transformação e crescimento
A Nokia, fundada em 1865 na Finlândia, passou por uma radical transformação estratégica após abandonar o mercado de celulares, onde já foi líder global. A empresa direcionou seus esforços para infraestrutura de telecomunicações e, mais recentemente, para soluções voltadas à inteligência artificial. Sob a liderança de Justin Hotard, ex-executivo da Intel, a Nokia acelerou sua adaptação ao mercado de centros de dados, redes ópticas e gerenciamento de tráfego de dados, essenciais para sustentar aplicações de IA. A aquisição da Infinera, especializada em tecnologia óptica, reforçou essa nova fase.
Desempenho financeiro e desafios
A mudança de foco da Nokia resultou em uma valorização de aproximadamente 90% em suas ações em 2026. No entanto, a empresa ainda enfrenta o desafio de converter o entusiasmo do mercado em resultados financeiros consistentes. A divisão de infraestrutura de telecomunicações, que representa mais da metade da receita da Nokia, perdeu ritmo após a conclusão dos grandes ciclos de implantação das redes 5G. A nova estratégia depende da capacidade da companhia de se posicionar como uma peça-chave na expansão da infraestrutura de IA globalmente.
Trajetória histórica da Nokia
A Nokia iniciou suas atividades como uma fábrica de celulose em 1865 e, ao longo dos anos, diversificou seus negócios até se tornar uma das marcas mais icônicas de celulares no mundo. Durante a bolha das empresas de tecnologia em 2000, a companhia alcançou um valor de mercado superior a US$ 250 bilhões. Em 2014, a Nokia vendeu sua divisão de aparelhos móveis para a Microsoft, consolidando seu foco em infraestrutura de telecomunicações. Agora, a empresa busca redefinir seu papel na era da inteligência artificial.