Irã rejeita negociações com EUA sob 'ameaças' e prepara novas capacidades militares
O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Ghalibaf, afirmou que o Irã não aceitará negociar com os Estados Unidos sob 'ameaças' e anunciou preparativos para revelar novas capacidades militares. O país acusou o governo de Donald Trump de buscar transformar as negociações em uma 'mesa de rendição' ou justificar novos atos belicistas. O Irã também rejeitou uma segunda rodada de diálogos devido a exigências consideradas 'irracionais' e à manutenção do bloqueio naval no Estreito de Ormuz.
Contexto das negociações
O Irã rejeitou oficialmente uma segunda rodada de negociações com os Estados Unidos, alegando 'exigências excessivas' e 'irracionais' por parte de Washington. Segundo a agência estatal Irna, a manutenção do bloqueio naval no Estreito de Ormuz, que impede a locomoção de embarcações iranianas, foi um dos principais obstáculos. O presidente dos EUA, Donald Trump, havia anunciado o envio de uma delegação a Islamabad, no Paquistão, para as tratativas, mas o Irã condicionou qualquer diálogo à retirada das 'ameaças'.
Preparativos militares e declarações
Mohammad Ghalibaf, presidente do Parlamento iraniano e negociador-chefe, declarou em suas redes sociais que o país não aceitará negociações 'sob a sombra de ameaças'. Ele afirmou que, nas últimas duas semanas, o Irã se preparou para 'revelar novas cartas no campo de batalha', sugerindo o desenvolvimento de capacidades militares adicionais. Ghalibaf acusou Trump de tentar transformar as negociações em uma 'mesa de rendição' ou justificar a retomada de hostilidades.
Posição diplomática e bloqueio naval
Apesar da postura firme, fontes diplomáticas indicam que o Irã não rejeita completamente a possibilidade de negociações, desde que ocorram em condições de igualdade. O bloqueio naval imposto pelos EUA no Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo, foi citado como um fator de desequilíbrio. A emissora Al Jazeera destacou esforços do Paquistão para mediar o diálogo, mas sem resultados concretos até o momento.