Reino Unido adia proibição de revenda de ingressos acima do valor de face para 2027; Ed Sheeran e The Cure pressionam governo
O governo do Reino Unido, liderado por Keir Starmer, adiou para 2027 a implementação de uma lei que proibiria a revenda de ingressos acima do valor de face, apesar de promessas eleitorais do Partido Trabalhista em 2024. Artistas como Ed Sheeran e The Cure, junto a entidades do setor musical, pressionam para que a medida seja antecipada.
Contexto e promessas eleitorais
Durante a campanha eleitoral de 2024, o Partido Trabalhista do Reino Unido incluiu em seu manifesto a promessa de proibir a revenda de ingressos acima do valor de face, além de um conjunto de medidas para 'priorizar os fãs' em eventos de música, entretenimento e esportes. A expectativa era que a lei fosse apresentada no Discurso do Rei (King’s Speech) em 13 de maio de 2026, que define a agenda legislativa do governo para a próxima sessão parlamentar.
Atraso na legislação
Segundo reportagem do *Financial Times* publicada em 6 de maio de 2026, o governo de Keir Starmer não deve incluir um projeto de lei completo para tratar do tema no Discurso do Rei. Embora um esboço da proposta seja mencionado, a implementação efetiva da proibição foi adiada para 2027. A decisão ocorre apesar da pressão de artistas como Ed Sheeran e The Cure, além de entidades do setor musical, que defendem a urgência da medida.