Novo Estatuto do Paciente Visa Evitar Tragédias por Falta de Informação Médica
Um novo estatuto para os direitos dos pacientes foi sancionado em 7 de abril, buscando garantir maior autonomia e acesso à informação. O caso de Isabel, que nasceu com complicações após a mãe não receber orientações adequadas sobre a gravidez de alto risco, ilustra a necessidade da nova legislação. O estatuto visa prevenir que histórias semelhantes se repitam.
O Caso de Isabel e a Necessidade de Proteção ao Paciente
Roberta Lopes Guizzo, mãe de Isabel, relata que sua filha viveu por um ano e 13 dias, grande parte em ambiente hospitalar. Diagnosticada com diabetes gestacional, Roberta afirma que não recebeu as informações necessárias sobre o alto risco de sua gravidez. "Eu deveria ter sido enquadrada em protocolos de gestação de alto risco, mas não fui", declarou. Ela também aponta que o obstetra não seguiu os protocolos do Ministério da Saúde. Em 2021, devido à pandemia de COVID-19, a orientação médica foi para que Roberta aguardasse em casa até o momento "certo" de ir ao hospital ao entrar em trabalho de parto, com quase 42 semanas de gestação. A bebê nasceu em casa, com mais de 4 kg e desmaiada, após uma complicação rara e emergencial que exigiu manejo rápido. Roberta descreve que a enfermeira obstetra chegou com poucos recursos e orientou assoprar na boca da bebê. Isabel só foi reanimada no hospital, mais de meia hora depois, mas as sequelas foram fatais. Roberta acredita que a nova legislação, o Estatuto dos Direitos do Paciente, sancionada em 7 de abril, poderia ter mudado o desfecho dessa história.