Cheia no Amapá afeta 270 famílias em Ferreira Gomes e governo decreta emergência
Governo do Amapá decretou situação de emergência por 180 dias em Ferreira Gomes após cheia do rio Araguari atingir cerca de 270 famílias. Equipes de assistência social e Defesa Civil atuam para mapear danos e prestar apoio humanitário imediato, enquanto hidrelétricas coordenam vazão controlada das águas para evitar agravamento da crise.
Impacto e ações emergenciais
A cheia do rio Araguari, intensificada por fortes chuvas na última semana, resultou no decreto de situação de emergência em Ferreira Gomes, válido por 180 dias. Segundo a prefeitura, aproximadamente 270 famílias foram afetadas, com alagamentos registrados nos bairros Centro e Matadouro. Imagens divulgadas mostram ruas tomadas pela água, dificultando a circulação dos moradores. Equipes da Secretaria de Assistência Social (Seas) e da Defesa Civil realizam o mapeamento das áreas atingidas para direcionar ações de socorro. O governador Clécio Luís destacou que a prioridade é a assistência humanitária, incluindo suporte às famílias que perderam bens ou suas residências. "A ajuda humanitária é sempre a mais imediata", afirmou, ressaltando também o apoio na área da saúde quando necessário. Além disso, a vazão das águas acumuladas nos reservatórios das hidrelétricas da região é monitorada em conjunto com a Defesa Civil. O governador explicou que o processo é controlado para minimizar impactos, como o aumento da vazão durante períodos de maré baixa, evitando efeitos duplicados nas áreas alagadas.
Coordenação e desafios
A abertura das comportas das hidrelétricas é coordenada para evitar o agravamento da situação. "As chuvas aumentaram muito nas cabeceiras dos rios. Quando isso acontece, os reservatórios começam a encher e as hidrelétricas, de forma coordenada, passam a aumentar a vazão", detalhou Clécio Luís. O governador reforçou que a medida é adotada em conjunto com os municípios e a Defesa Civil, garantindo que a vazão seja ajustada conforme as condições locais, como o nível da maré. A Defesa Civil também realiza análises de risco em cada área afetada, complementando as ações de assistência. O decreto de emergência permite a implementação de medidas rápidas para reduzir danos e garantir o suporte às famílias atingidas.