Júri do caso Henry Borel entra em 10º dia com promotor acusando mãe de ignorar gritos do filho por socorro
O julgamento de Monique Medeiros e do ex-vereador Jairinho, acusados pela morte do menino Henry Borel, chegou ao 10º dia nesta quarta-feira (3). O promotor Fábio Vieira afirmou que a mãe ignorou sinais de violência contra a criança, incluindo relatos de 'abraços fortes' dados por Jairinho. A defesa de Monique alega manipulação pelo ex-companheiro, mas a acusação reforça que ambos devem ser condenados por tortura e omissão.
Fase de debates no Tribunal do Júri
Durante a fase de debates no Tribunal do Júri, o promotor Fábio Vieira destacou que Monique Medeiros ignorou repetidos pedidos de socorro do filho, Henry Borel, que teria relatado ao pai, Leniel Borel, episódios de violência cometidos por Jairinho. Vieira citou um trecho em que Henry mencionou um 'abraço forte' dado pelo ex-vereador como um alerta de que algo o incomodava. 'O Henry já dá a dica de algo que o incomoda', afirmou o promotor, reforçando que a mãe falhou em proteger a criança.
Tese da defesa e reações da acusação
A defesa de Monique Medeiros sustenta que ela foi manipulada por Jairinho e não tinha conhecimento das agressões. No entanto, o assistente de acusação Cristiano Medina classificou essa versão como falsa e defendeu a condenação de ambos. Medina argumentou que uma mãe não permaneceria ao lado de alguém acusado de matar seu filho e destacou que Monique fez planos de casamento com Jairinho mesmo após a morte de Henry. 'Tenho plena convicção de que ambos serão condenados', declarou Medina, citando provas de tortura e omissão.