Evo Morales denuncia plano dos EUA e governo boliviano para assassinato ou prisão
O ex-presidente da Bolívia, Evo Morales, acusou os Estados Unidos e o governo de Rodrigo Paz de planejarem uma operação militar para assassiná-lo ou prendê-lo, com apoio da DEA e do Comando Sul. Morales citou nomes de autoridades bolivianas e militares supostamente envolvidos, além de campanhas de difamação orquestradas por aliados do governo argentino de Javier Milei.
Detalhes da denúncia
Evo Morales afirmou em suas redes sociais que os Estados Unidos ordenaram ao governo boliviano de Rodrigo Paz uma operação militar, com apoio da Administração de Repressão às Drogas (DEA) e do Comando Sul, para 'prender ou matar' o ex-presidente. Ele mencionou diretamente Carlos 'Zorro' Sánchez Berzaín, ex-ministro do governo de Gonzalo Sánchez de Lozada, e Ernesto Justiniano, vice-ministro da Defesa Social, como figuras centrais na suposta conspiração. Morales também destacou a participação da 'Nona Divisão do Exército', comandada pelo Coronel Franz Andrade Loza, que teria sido prometida uma promoção caso cumprisse a missão.
Campanhas de difamação
Além da alegada operação militar, Morales denunciou campanhas de difamação, insultos e acusações infundadas promovidas por 'especialistas em truques sujos e notícias falsas'. Entre os citados está o argentino Fernando Cerimedo, enviado à Bolívia pelo governo de Javier Milei, cujas ações já teriam sido expostas por jornalistas bolivianos.