Governo Trump Critica Pix como 'Desvantagem' para Cartões de Crédito nos EUA
Relatório da Casa Branca divulgado em 1º de abril aponta o Pix como prejudicial a gigantes de cartão de crédito como Visa e Mastercard. Especialistas temem tratamento preferencial do Banco Central brasileiro ao sistema de pagamento instantâneo.
Preocupações dos EUA com o Pix
Um relatório da Casa Branca, divulgado nesta quarta-feira (1º), reiterou a visão do governo Trump de que o Pix representa uma desvantagem competitiva para empresas americanas de cartões de crédito. O documento indica que o Banco Central do Brasil, que regula o Pix, pode conceder tratamento preferencial ao sistema, prejudicando fornecedores de pagamentos eletrônicos dos EUA. O uso do Pix é obrigatório para instituições financeiras com mais de 500.000 contas no Brasil. Esta não é a primeira vez que o governo Trump aborda o Pix; em julho de 2025, o sistema brasileiro já havia sido alvo de atenção por meio de referências a 'serviços de comércio digital e pagamento eletrônico', incluindo aqueles oferecidos pelo Estado brasileiro. Na época, o Escritório do Representante de Comércio dos EUA declarou: 'O Brasil parece se envolver em uma série de práticas desleais em relação a serviços de pagamento eletrônico, incluindo, mas não se limitando a favorecer seus serviços de pagamento eletrônico desenvolvidos pelo governo'.
Outras Questões Abordadas no Relatório da Receita Comercial dos EUA
O Relatório de Estimativa do Comércio Nacional de 2026, emitido pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos, também levanta preocupações sobre outras práticas brasileiras. Entre os pontos citados estão a mineração ilegal de ouro, extração ilegal de madeira, leis trabalhistas brasileiras, o PL dos Mercados Digitais, a regulamentação da Lei Geral de Proteção de Dados, a taxa de uso de rede e satélites. Em relação à mineração de ouro, o relatório expressa apreensão com a competição desleal enfrentada por empresas americanas que aderem a padrões ambientais e trabalhistas. Segundo estimativas, o ouro ilícito representa 28% da atividade total de mineração no Brasil.