Pesquisadores desenvolvem plástico 'vivo' que se autodestrói sob comando com bactérias
Cientistas da Universidade de Hong Kong criaram um plástico inovador que se decompõe sob comando, utilizando bactérias geneticamente modificadas incorporadas em sua estrutura. O material, ativado por uma solução nutritiva aquecida, se degrada de dentro para fora sem gerar microplásticos residuais, oferecendo uma solução sustentável para o descarte de plásticos.
Tecnologia inovadora para decomposição controlada
Pesquisadores da Universidade de Hong Kong desenvolveram um plástico denominado 'vivo', que incorpora bactérias geneticamente modificadas em sua estrutura. Esses microrganismos permanecem adormecidos até serem ativados por uma solução nutritiva aquecida. Após a ativação, o plástico começa a se decompor de dentro para fora, eliminando a geração de microplásticos residuais, um dos principais problemas ambientais associados aos plásticos tradicionais.
Mecanismo de funcionamento
O plástico utiliza a bactéria *Bacillus subtilis*, cujos esporos foram geneticamente modificados para produzir enzimas capazes de degradar polímeros plásticos. Duas enzimas trabalham em conjunto para acelerar a decomposição do polímero policaprolactona (PCL), um tipo de plástico biodegradável. A técnica visa integrar o processo de degradação ao ciclo de vida do material, tornando o descarte mais eficiente e sustentável.
Impacto ambiental e aplicações futuras
A tecnologia busca resolver o problema da persistência de plásticos no meio ambiente, que podem levar centenas de anos para se decompor. Os pesquisadores destacam que, além do PCL, a técnica pode ser adaptada para outros tipos de plásticos, ampliando seu potencial de aplicação. O estudo foi divulgado pelo portal *New Atlas* e representa um avanço significativo na busca por materiais mais sustentáveis.