Alemanha avalia aumentar imposto para adultos sem filhos em meio a crise demográfica e rombo bilionário no auxílio-invalidez
Governo alemão propõe elevar alíquota de contribuição para o auxílio-invalidez de 4,2% para 4,3% para pessoas sem filhos, visando cobrir déficit projetado de €22,5 bilhões até 2028. Medida busca equilibrar caixa diante do envelhecimento populacional e queda na natalidade, com apoio de partidos da coalizão governista.
Contexto demográfico e impacto financeiro
A Alemanha enfrenta um desafio demográfico crescente, com 20% da população acima de 67 anos. A geração do pós-guerra, nascida até o fim dos anos 1960, é significativamente maior que as gerações seguintes, que registram queda na taxa de natalidade. Esse cenário pressiona o sistema de auxílio-invalidez, que projeta um déficit de €22,5 bilhões (R$ 132 bilhões) até 2028. O benefício, destinado a idosos, doentes crônicos e pessoas com deficiência, não cobre todas as despesas, exigindo ajustes nas contribuições.
Proposta de aumento da alíquota
O Ministério da Saúde alemão vazou um documento interno propondo elevar a alíquota de contribuição para o auxílio-invalidez de 4,2% para 4,3% para adultos sem filhos. Atualmente, quem tem filhos paga entre 3,1% e 3,6%, dependendo do número de dependentes, enquanto pessoas sem filhos contribuem com 3,6% mais um adicional de 0,6%. A cobrança diferenciada começa aos 23 anos. A medida conta com apoio do Partido Social Democrata (SPD), segundo maior parceiro da coalizão liderada por Friedrich Merz (CDU).