EUA classificam PCC e CV como organizações terroristas após pressão de aliados de Bolsonaro, diz NY Times
O Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas estrangeiras. A decisão ocorre após lobby agressivo dos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro, incluindo encontro de Flávio Bolsonaro com o secretário de Estado Marco Rubio e o presidente Donald Trump na Casa Branca.
Contexto e repercussão internacional
A decisão do Departamento de Estado dos EUA, anunciada em 28 de maio de 2026, designa o PCC e o CV como Organizações Terroristas Estrangeiras a partir de 5 de junho. O secretário de Estado Marco Rubio justificou a medida afirmando que as facções são 'duas das organizações criminosas mais violentas do Brasil'. O anúncio foi feito dois dias após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se reunir com Rubio e Trump na Casa Branca, onde pediu a classificação das facções como terroristas. O *The New York Times* destacou que a decisão ocorreu após 'meses de lobby agressivo dos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro', gerando preocupações sobre possível interferência nas eleições brasileiras de outubro de 2026.
Reações e impactos políticos
A medida dos EUA foi interpretada como uma tentativa de influenciar o cenário político brasileiro, especialmente com Flávio Bolsonaro como pré-candidato à Presidência. O *NY Times* apontou que a classificação 'ameaça trazer tensão novamente às relações entre as duas maiores nações do Hemisfério Ocidental', que recentemente haviam iniciado um processo de reaproximação. Autoridades brasileiras expressaram preocupação com a possibilidade de os EUA estarem apoiando indiretamente a candidatura de Flávio Bolsonaro contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.