Campinas registra primeira morte por febre maculosa em 2026 e alerta para período de maior risco
A cidade de Campinas (SP) confirmou a primeira morte por febre maculosa em 2026. A vítima, um homem de 74 anos, residia na região do Centro de Saúde Santa Rosa e provavelmente foi infectado durante atividades de jardinagem em áreas de risco. Em 2025, todos os seis casos registrados na cidade evoluíram para óbito. Autoridades alertam para o aumento do risco de transmissão entre junho e novembro.
Detalhes do caso
A vítima, um idoso de 74 anos, morava na região atendida pelo Centro de Saúde Santa Rosa, que abrange bairros como Jardim Santa Rosa, Chácaras Cruzeiro do Sul, Jardim Sul América, além de áreas rurais como Colinas Verdes e Recanto do Mineiro. Ele apresentou os primeiros sintomas em 15 de abril, foi atendido em um hospital público e faleceu no dia 21 do mesmo mês. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, o homem provavelmente foi infectado na mesma área onde residia, realizando atividades de jardinagem próximas a áreas verdes e cursos d’água, ambientes propícios para a presença do carrapato-estrela (Amblyomma), vetor da doença.
Período de maior risco e alerta
A Secretaria de Saúde de Campinas emitiu um alerta destacando que o período de maior risco de transmissão da febre maculosa ocorre entre junho e novembro. Nesse intervalo, há um aumento significativo das formas jovens do carrapato-estrela, que são menos seletivas na escolha de hospedeiros, elevando o risco de infecção em humanos. A região de Campinas é considerada endêmica para a doença devido às suas características ambientais, que favorecem a proliferação do vetor.
Histórico e contexto
Em 2025, Campinas registrou seis casos de febre maculosa, todos com evolução fatal. A doença, transmitida pela bactéria Rickettsia rickettsii através da picada do carrapato-estrela, é conhecida por sua alta letalidade. Os sintomas iniciais incluem febre alta, dor de cabeça intensa, náuseas, vômitos e dores musculares, podendo evoluir rapidamente para complicações graves, como insuficiência renal, problemas neurológicos e hemorragias, se não tratada precocemente com antibióticos específicos.