União Europeia adota medidas emergenciais para conter crise energética agravada pela guerra no Oriente Médio
A União Europeia alertou para uma crise energética comparável às de 1973 e 2022, com impactos econômicos previstos para mais de dois anos. Governos anunciaram pacotes de auxílio, redução de voos e aceleração da transição para energias limpas, enquanto preços do querosene atingem US$ 200 por barril e a inflação sobe na Alemanha e no Reino Unido.
Medidas de contingência e impactos econômicos
A Comissão Europeia anunciou um pacote de medidas para mitigar os efeitos da escassez de combustível, incluindo a recuperação de estoques de gás, a maximização da capacidade de refino na Europa e a aceleração da transição para fontes de energia limpa. O comissário de Energia da UE, Dan Jørgensen, comparou a crise atual às de 1973 e 2022, destacando que, mesmo no melhor cenário, a recuperação levará mais de dois anos. A Alemanha reduziu sua previsão de crescimento para 2026 e elevou a estimativa de inflação, enquanto a Grécia destinou 500 milhões de euros para apoiar famílias e agricultores. No Reino Unido, a inflação já apresenta alta, refletindo o impacto da guerra no Oriente Médio nos preços da energia.
Setor aéreo em colapso e alta nos preços
O setor aéreo europeu enfrenta uma crise sem precedentes, com 75% do combustível de aviação consumido na região proveniente do Oriente Médio. A Lufthansa, controladora da ITA italiana, anunciou o cancelamento de 20 mil voos de curta distância até outubro. Os preços do querosene dispararam, alcançando US$ 200 por barril, o que agrava a pressão sobre as companhias aéreas e os consumidores. A ministra da Economia da Alemanha, Katherina Reiche, reconheceu que a guerra impôs um 'fardo real' sobre a economia e as famílias, com efeitos visíveis nos indicadores econômicos.