Israel Proíbe Grande Protesto Contra Guerra no Irã, Limita Reuniões em Cidades
O Comando da Frente Interna das Forças de Defesa de Israel (IDF) negou autorização para um protesto de mil pessoas contra a guerra no Irã na Praça Habima, em Tel Aviv. Apenas reuniões de até 150 participantes são permitidas em Tel Aviv, e 50 em Haifa e Jerusalém. A Associação para os Direitos Civis solicitou audiência urgente ao Supremo Tribunal de Justiça.
Restrições a Manifestações
O Comando da Frente Interna das Forças de Defesa de Israel (IDF) recusou um pedido para a realização de um protesto contra a guerra no Irã, que previa a participação de aproximadamente mil pessoas na Praça Habima, em Tel Aviv, na tarde de sábado, 4 de abril. A permissão foi negada para o evento de grande porte, autorizando apenas uma reunião com até 150 participantes no local. Conforme divulgado pelo jornal israelense Haaretz, o chefe do Comando da Frente Interna, Elad Edri, havia estabelecido anteriormente que em Haifa e Jerusalém, o limite máximo para reuniões seria de 50 pessoas. O Ministério Público informou ao tribunal que a decisão do Comando da Frente Interna não havia sido analisada por ele nem pelo Procurador-Geral Militar, e que não levava em consideração o direito de protesto.
Busca por Audiência Urgente no Supremo Tribunal
Apesar das restrições impostas pelo Comando da Frente Interna, manifestações contra a guerra com o Irã estavam planejadas para ocorrer em diversas partes de Israel. Em resposta às proibições, a Associação para os Direitos Civis em Tel Aviv entrou com um pedido no Supremo Tribunal de Justiça para a realização de uma audiência urgente, marcada para as 14h do mesmo dia. Os advogados Oded Feller e Tal Hassin, representando os peticionários, declararam que 'as declarações inequívocas sobre a importância da liberdade de expressão política e sua proteção em tempos de guerra permanecem vazias e sem substância'. Na sexta-feira, 3 de abril, o presidente da Suprema Corte de Israel, Isaac Amit, havia instruído a polícia israelense a permitir manifestações durante o conflito com o Irã, afirmando que os manifestantes 'não precisam implorar para realizar uma manifestação'. O tribunal estabeleceu o sábado às 11h como prazo para que o advogado do governo apresentasse a posição da polícia e das Forças de Defesa de Israel (IDF) sobre os protestos planejados em quatro locais do país.