Nova Definição de Montanhas Reconhece Relevos Brasileiros e Processos Geológicos Diversos
Uma nova classificação do relevo, desenvolvida por 70 geólogos e geógrafos com apoio do IBGE, redefine o conceito de montanhas. O Brasil terá seu mapa de relevo atualizado em maio, incorporando a nova definição que considera formas de relevo agrupadas com pelo menos 300 metros de altura em relação às áreas vizinhas, com topos aguçados e encostas íngremes, independentemente do processo geológico de origem, como a colisão de placas litosféricas.
Atualização da Classificação de Relevo Brasileiro
Um congresso de geografia física em Fortaleza, Ceará, em 2019, marcou o início da revisão do conceito de montanhas. Uma equipe de 70 geólogos e geógrafos, em colaboração com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), dedicou seis anos à análise de mapas e trabalho de campo para estabelecer uma nova definição. Tradicionalmente, a existência de montanhas era associada à colisão de placas da litosfera. No entanto, a nova classificação, a ser apresentada publicamente pelo IBGE em maio, expande essa compreensão. Montanhas são agora definidas como formas de relevo agrupadas com uma elevação mínima de 300 metros em relação às áreas adjacentes, apresentando topos aguçados e encostas íngremes. Este novo critério permite a inclusão de relevos em diversas regiões do Brasil, como a Serra do Mar, que antes gerava dúvidas sobre sua classificação.