Uganda emerge como alternativa para estabilizar mercado global de baunilha após queda histórica de preços
O preço da baunilha, conhecida como 'ouro verde', atingiu quase US$ 600 por quilo em 2017, tornando-se a segunda especiaria mais cara do mundo. Em 2024, os valores despencaram para cerca de US$ 50 por quilo devido à dependência global de Madagascar, responsável por 80% da produção. Uganda surge como novo polo produtor, com duas safras anuais e controle de qualidade aprimorado, atraindo marcas como Ben & Jerry's e Nielsen-Massey.
Dependência de Madagascar e volatilidade no mercado
A baunilha natural é historicamente dominada por Madagascar, que responde por aproximadamente 80% da produção global. Fatores como tempestades, roubos, colheitas antecipadas e mudanças políticas afetam diretamente a oferta, causando flutuações extremas nos preços. Em 2017, o quilo da baunilha chegou a valer quase US$ 600, mas em 2024, o valor caiu para cerca de US$ 50 por quilo, refletindo a instabilidade do mercado.
Uganda como nova fronteira da baunilha
Uganda está se consolidando como alternativa viável para reduzir a dependência de Madagascar. O país possui duas safras anuais, o que garante maior regularidade na oferta. Além disso, implementou melhorias no controle de qualidade, atraindo a atenção de grandes marcas como Ben & Jerry's e Nielsen-Massey. A demanda crescente por baunilha natural, impulsionada por indústrias de alimentos e bebidas, posiciona Uganda como um player estratégico para estabilizar os preços globais.