Preços recordes da gasolina nos EUA aprofundam desigualdade econômica e afetam consumo de baixa renda
Pesquisa do Federal Reserve Bank de Nova York revela que o aumento dos preços da gasolina nos EUA está intensificando a divisão econômica entre classes. Enquanto famílias de alta renda mantêm o consumo, as de baixa renda reduzem drasticamente o uso de combustível, recorrendo a alternativas como caronas ou transporte público.
Impacto desigual no consumo de gasolina
Um estudo recente do Federal Reserve Bank de Nova York analisou o impacto dos preços elevados da gasolina em diferentes faixas de renda nos Estados Unidos. Os dados mostram que, embora todos os grupos tenham registrado aumento nos gastos nominais com combustível, as famílias de baixa renda reduziram o consumo real de gasolina em proporções significativamente maiores. Enquanto os lares de alta renda absorveram os aumentos de preço com uma queda mínima no volume comprado, os de baixa renda cortaram o consumo em até 20%, sugerindo mudanças comportamentais como caronas ou uso de transporte público.
Gastos nominais vs. consumo real
Os três grupos de renda — baixa, média e alta — apresentaram crescimento nos gastos nominais com gasolina desde fevereiro de 2026. No entanto, ao ajustar os valores pela inflação e pelos preços recordes, o cenário se inverte: as famílias de baixa renda reduziram o volume de combustível adquirido em cerca de 15%, enquanto as de alta renda tiveram uma queda de apenas 3%. Os pesquisadores Rajashri Chakrabarti, Thu Pham, Beck Pierce e Maxim Pinkovskiy destacaram que a disparidade reflete a capacidade limitada dos mais pobres em absorver os custos adicionais.