Receita Federal destrói mais de 20 mil emagrecedores irregulares apreendidos na fronteira com o Paraguai em 2026
A Receita Federal incinerou mais de 20 mil unidades de emagrecedores irregulares apreendidos nos primeiros cinco meses de 2026 na região de Foz do Iguaçu, Paraná. Os produtos, sem registro na Anvisa e com procedência desconhecida, representam riscos graves à saúde por conterem substâncias não declaradas ou perigosas. O descarte segue protocolo padrão após prazo para defesa dos responsáveis.
Riscos à saúde e procedimentos de destruição
Os emagrecedores apreendidos na fronteira com o Paraguai são destruídos pela Receita Federal devido à ausência de registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e à impossibilidade de verificar sua procedência, composição ou condições de transporte. Segundo o delegado Cezar Vianna, os produtos podem conter ingredientes não declarados ou substâncias perigosas, capazes de provocar graves efeitos adversos. "O uso desses medicamentos oferece riscos à saúde, já que não há garantia de que o conteúdo das ampolas e frascos corresponda ao descrito nas embalagens", afirmou Vianna. Após a apreensão, os produtos são armazenados em depósitos da Receita Federal. Caso não haja regularização ou defesa dos responsáveis em até 45 dias, os medicamentos são incinerados. Em situações excepcionais, quando há receita médica e condições adequadas de armazenamento, os produtos podem ser mantidos refrigerados, mas a maioria é destinada à destruição imediata.
Impacto do contrabando na região de Foz do Iguaçu
Foz do Iguaçu, localizada na tríplice fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina, é um dos principais pontos de entrada de medicamentos irregulares no país. A Receita Federal destaca que a maioria dos emagrecedores apreendidos é transportada sem controle sanitário, o que agrava os riscos à saúde pública. "Não há como garantir que esses produtos foram fabricados ou armazenados de forma segura", informou o órgão. A destruição dos medicamentos é realizada em conformidade com normas sanitárias e ambientais, visando evitar a reentrada no mercado ilegal.