Estreito de Ormuz opera com tráfego abaixo de 10% do normal; Irã alerta para minas navais
O tráfego no Estreito de Ormuz, na quinta-feira (9), permaneceu abaixo de 10% do volume normal, com a Guarda Revolucionária do Irã (IRGC) alertando navios para utilizarem rotas por águas territoriais iranianas para evitar minas navais. Empresas de transporte marítimo, como a Mitsui O.S.K. Lines, aguardam orientações governamentais e confirmam a necessidade de baixos riscos de segurança para a retomada das operações.
Restrições e Alertas no Estreito de Ormuz
A Guarda Revolucionária do Irã (IRGC) instruiu navios a manterem uma rota específica, passando por suas águas territoriais ao cruzar o Estreito de Ormuz, no Golfo Pérsico. A recomendação visa evitar o risco de minas navais nas rotas habituais. As embarcações devem entrar no estreito ao norte da Ilha de Larak e sair ao sul dela, em coordenação com a Marinha da IRGC, segundo a agência de notícias semioficial iraniana Tasnim. A empresa britânica de segurança marítima Ambrey destacou a "possibilidade real de risco contínuo para trânsitos não autorizados" e para embarcações ligadas a Israel e aos EUA, citando impedimentos recentes mesmo para navios com autorização aparente.
Impacto no Tráfego Marítimo
O volume de tráfego no estreito caiu drasticamente, com apenas seis navios passando nas últimas 24 horas, em comparação com os cerca de 140 normalmente registrados. Entre as embarcações que utilizaram o corredor estavam um petroleiro e cinco graneleiros, de acordo com dados de rastreamento de navios. A Mitsui O.S.K. Lines, uma das maiores empresas de transporte marítimo do Japão, confirmou estar entre as afetadas pela confusão e aguarda orientações do governo japonês. A empresa já conseguiu retirar três navios-tanque do estreito, um carregado com gás natural liquefeito e dois com gás liquefeito de petróleo (GLP), e enfatizou a necessidade de confirmação da redução dos riscos de segurança para prosseguir.