Rússia e China condenam ameaças dos EUA a Cuba e reafirmam apoio a Havana
Rússia e China emitiram declarações conjuntas nesta quinta-feira (21/05) repudiando as ameaças e sanções dos Estados Unidos contra Cuba. Moscou classificou as medidas como uma 'encarnação cínica' da Doutrina Monroe, enquanto Pequim acusou Washington de usar sanções unilaterais contra Havana. As declarações ocorrem após os EUA anunciarem novas restrições econômicas e acusações contra o ex-presidente cubano Raúl Castro.
Sanções e condenações
A Rússia condenou o endurecimento das sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos a Cuba, classificando a estratégia de Washington como uma 'encarnação cínica' da Doutrina Monroe. A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, criticou as medidas anunciadas no início de maio contra empresas de países terceiros que mantêm operações comerciais na ilha, afirmando que as restrições visam o 'estrangulamento econômico' de Cuba. Zakharova também questionou a política norte-americana em relação aos direitos humanos e à liberdade de expressão, destacando a falta de limites jurídicos e institucionais nas ações dos EUA.
Apoio de Pequim a Havana
A China repudiou as acusações apresentadas pela Justiça dos Estados Unidos contra o ex-presidente cubano Raúl Castro. Em comunicado, Pequim acusou Washington de recorrer a ameaças e sanções unilaterais contra Cuba, reafirmando seu 'firme apoio' ao governo de Havana. As declarações chinesas reforçam a aliança estratégica entre os dois países em meio às tensões geopolíticas com os EUA.