Trump reacende disputa pela Groenlândia e Dinamarca reafirma soberania: 'Não está à venda'
Durante cúpula da Otan em Ancara, Donald Trump afirmou que os EUA deveriam controlar a Groenlândia, território autônomo da Dinamarca, alegando interesse estratégico no Ártico. A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, respondeu que a ilha 'não está à venda' e pediu respeito à soberania do país. Negociações entre EUA, Dinamarca e Groenlândia ocorrem mensalmente desde 2025.
Contexto geopolítico e declarações
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou em coletiva de imprensa na cúpula da Otan em Ancara, Turquia, que a Groenlândia deveria ser controlada pelos EUA, e não pela Dinamarca. Trump justificou a afirmação com argumentos estratégicos: 'A Groenlândia não ajuda a Dinamarca. A Dinamarca não gasta dinheiro para realmente ajudar a Groenlândia, mas ela é uma parte importante para os Estados Unidos, e está cercada por navios chineses e russos'. A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, respondeu durante o mesmo evento que a Groenlândia 'não está à venda' e reforçou a soberania dinamarquesa sobre o território autônomo. Frederiksen afirmou esperar que os aliados respeitem a posição da Dinamarca.
Negociações em andamento e base militar dos EUA
O secretário de Estado americano, Marco Rubio, confirmou em junho de 2026 que negociações entre EUA, Dinamarca e Groenlândia ocorrem mensalmente. A Groenlândia abriga a base espacial americana de Pituffik, utilizada para monitoramento militar e espacial. Em maio de 2026, Trump publicou uma montagem em sua rede social Truth Social com a frase 'Eu quero a Groenlândia', reforçando o interesse dos EUA no território. A pressão americana sobre a Dinamarca se intensificou desde a reeleição de Trump em 2024, com foco na ampliação da presença dos EUA no Ártico.