Argentina: Protestos em Massa Contra Fim do Programa Social 'Potenciar Trabajo' e Medidas de Austeridade
Trabalhadores argentinos de mais de 70 organizações sociais protestaram em diversas regiões do país contra as medidas de austeridade do governo Javier Milei e a extinção do programa 'Potenciar Trabajo'. Os manifestantes exigem o retorno do benefício, que afetava 900 mil trabalhadores da economia informal, e denunciam a repressão policial em Buenos Aires. O governo planeja oferecer capacitação profissional com vouchers para cursos de formação após o fim do programa.
Protestos e Repressão
Trabalhadores argentinos de mais de 70 organizações sociais realizaram protestos em várias regiões do país nesta terça-feira (07/04) contra as medidas de austeridade do governo Javier Milei e o fim do programa social 'Potenciar Trabajo'. A polícia federal utilizou gás lacrimogênio contra manifestantes na ponte Pueyrredón, em Buenos Aires. Protestos também ocorreram em rodovias importantes nas províncias de Buenos Aires, Santa Cruz, Rio Negro, Formosa, San Juan, Misiones, Córdoba, Mendoza, Salta, Santiago del Estero, Chaco, Entre Rios, Corrientes, Jujuy, Tucumán, Catamarca, Tierra del Fuego, Neuquén, Chubut e San Luis.
Exigências e Alternativas do Governo
Os manifestantes exigem a volta do pagamento de 78 mil pesos do programa extinto, que afeta diretamente 900 mil trabalhadores da economia informal. O último pagamento está programado para quinta-feira (09/04). Após essa data, o governo oferecerá um programa de capacitação profissional com vouchers para inscrição em cursos como carpintaria, serralheria, hidráulica básica, jardinagem e manutenção de áreas verdes. Sob o lema 'Trabalho sem remuneração é escravidão', a União dos Trabalhadores da Economia Popular (Utep) reuniu diversos trabalhadores para alertar contra a medida que, segundo a entidade, 'condena grande parte da população à miséria'.
Denúncias e Impacto no Poder de Compra
Organizações sociais denunciam também o Ministério do Capital Humano, liderado por Sandra Pettovello, pela implementação de uma estratégia que afeta o poder de compra do setor através da 'desvinculação' da renda social ao salário mínimo, vital e móvel. A Utep destaca que a administração Milei cortou verbas dos setores mais vulneráveis e expulsou mais de 300 mil pessoas do mercado de trabalho formal.