Massacre entre facções dissidentes das Farc deixa 48 mortos na Colômbia às vésperas de eleições presidenciais
Confrontos entre facções dissidentes da extinta guerrilha Farc resultaram em 48 mortes na Amazônia colombiana, segundo autoridades locais. A disputa envolve controle territorial, narcotráfico e mineração ilegal, com risco de recrutamento de menores. O acesso à região é dificultado por condições geográficas e climáticas, e o governo atribui a violência à economia criminosa.
Contexto e disputas territoriais
O confronto ocorreu entre grupos liderados por Iván Mordisco e Calarcá, ex-integrantes das Farc que se recusaram a depor as armas após o acordo de paz mediado por Cuba. A região, próxima ao rio Guaviare, é estratégica para atividades ilícitas como tráfico de drogas e mineração ilegal. O prefeito de San José del Guaviare, Willy Rodríguez, relatou que os corpos estão amontoados em área de difícil acesso, colocando em risco a segurança da população local. O ministro da Defesa, Pedro Arnulfo Sánchez, destacou que a violência está ligada à economia criminosa e alertou para a possível presença de menores entre as vítimas, devido ao recrutamento forçado praticado pelos grupos.
Impacto nas eleições e resposta do governo
O massacre ocorre a três dias das eleições presidenciais na Colômbia, em um cenário de instabilidade nas regiões controladas por dissidentes das Farc. O governo colombiano enviou unidades para a área, mas o acesso por via aérea foi impossibilitado por condições meteorológicas adversas. As autoridades reforçaram que a disputa entre as facções não tem motivação política, mas sim econômica, centrada no controle de rotas do narcotráfico e na exploração ilegal de recursos.