Irã acusa EUA de violar cessar-fogo após ataque no Estreito de Ormuz e ameaça retaliação militar
O Ministério das Relações Exteriores do Irã acusou os Estados Unidos de romper o cessar-fogo após ataque norte-americano na região de Hormozgan, que abriga parte do Estreito de Ormuz. O ataque resultou na morte de quatro marinheiros iranianos e atingiu uma base de mísseis em Bandar Abbas. O Irã alertou que responderá militarmente se considerar necessário, enquanto os EUA alegam que as operações foram atos de 'autodefesa'.
Detalhes do ataque e acusações mútuas
Na madrugada de segunda-feira (25/05), os Estados Unidos realizaram um ataque na região de Hormozgan, no Irã, atingindo uma base de mísseis em Bandar Abbas e embarcações no Estreito de Ormuz. Quatro marinheiros iranianos morreram no ataque. O Ministério das Relações Exteriores do Irã acusou os EUA de violar o cessar-fogo e afirmou que o país responderá militarmente caso considere necessário. "Os Estados Unidos cometeram uma grave violação do cessar-fogo na região de Hormozgan nas últimas 48 horas. O Irã responsabiliza o regime dos EUA por todas as consequências decorrentes dessas ações agressivas e injustificadas", declarou a chancelaria iraniana.
Resposta militar e diplomática
O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) afirmou ter abatido um drone norte-americano MQ-9 Reaper após identificar "aeronaves hostis" no espaço aéreo iraniano. Segundo o IRGC, as forças iranianas também dispararam contra um drone RQ-4 e um caça F-35 que teriam violado o território iraniano. O porta-voz do Comando Central (Centcom) dos Estados Unidos, Capitão Timothy Hawkins, justificou as operações como atos de "autodefesa" para proteger tropas norte-americanas contra "ameaças das forças iranianas". O aiatolá Mojtaba Khamenei reforçou a posição iraniana, afirmando que os EUA "deixarão de ter um refúgio seguro" no Oriente Médio.