Poluição por carvão reduz eficiência global de energia solar em centenas de terawatts anuais
Estudo revela que aerossóis gerados pela queima de carvão e outras fontes reduzem significativamente a produção de energia solar em escala global. A pesquisa estima perdas de centenas de terawatts por ano, agravando os impactos ambientais e econômicos da poluição atmosférica. Especialistas alertam para a necessidade de mitigar emissões para otimizar a geração de energia limpa.
Impacto dos aerossóis na produção solar
Pesquisadores do Reino Unido identificaram que aerossóis, tanto naturais quanto derivados da atividade humana, têm um efeito negativo substancial na eficiência de painéis solares. A queima de carvão, em particular, é apontada como uma das principais fontes de poluição, liberando dióxido de enxofre, óxidos de nitrogênio e metais tóxicos presentes na cinza residual. Esses poluentes formam uma camada de partículas na atmosfera que bloqueia parte da radiação solar, reduzindo a capacidade de geração de energia fotovoltaica. O estudo utilizou um inventário global de instalações solares, combinado com análise de imagens de satélite e dados meteorológicos, para quantificar as perdas.
Consequências ambientais e econômicas
Além dos danos à saúde pública, a poluição por carvão compromete a viabilidade de fontes renováveis. As perdas anuais na produção de energia solar, estimadas em centenas de terawatts, representam um obstáculo para a transição energética. A pesquisa destaca que os benefícios de substituir o carvão por energias limpas vão além da redução de emissões de carbono, incluindo a otimização da eficiência de tecnologias como a solar. A presença de aerossóis na atmosfera também afeta a previsibilidade da geração de energia, complicando a gestão de redes elétricas.