Estudantes do RS vencem prêmio internacional com curativo biodegradável feito de babosa e camomila
Dois estudantes de Gravataí, no Rio Grande do Sul, venceram o The Earth Prize 2026, maior prêmio ambiental do mundo voltado a jovens, com a criação de um curativo biodegradável. O projeto, chamado Hada, utiliza babosa e camomila para substituir bandagens plásticas tradicionais, decompondo-se em até 48 horas no solo. A inovação surgiu da insatisfação dos jovens com os curativos convencionais usados em práticas esportivas.
Projeto Hada: Inovação e sustentabilidade
Bernardo Renner e Ísis Valentin, ambos com 17 anos, desenvolveram o Hada, um curativo biodegradável feito a partir de babosa (aloe vera) e camomila. O projeto visa resolver dois problemas principais: a limitação dos curativos tradicionais, que cobrem apenas pequenas lesões, e a geração excessiva de resíduos plásticos. Segundo os estudantes, o material auxilia na cicatrização e se decompõe naturalmente no solo em até 48 horas, oferecendo uma alternativa sustentável às bandagens convencionais.
Impacto e reconhecimento internacional
O projeto foi reconhecido como o vencedor da América Central e do Sul no The Earth Prize 2026, competindo com cerca de 6 mil estudantes de todo o mundo. Os organizadores destacaram que o Hada já possui protótipos funcionais e apresentou resultados positivos em testes de aderência, flexibilidade e ação antimicrobiana. Além disso, os estudantes produziram quatro artigos de pesquisa e estabeleceram parcerias com instituições como o Instituto Caldeira e a Prado Tech, em Gravataí. Com a premiação, Bernardo e Ísis receberão US$ 12,5 mil (aproximadamente R$ 63 mil) para desenvolver a tecnologia e expandir sua aplicação em escolas, centros esportivos e unidades de saúde.