Marcadores Genéticos Para Predição de Sardas em Análises Forenses Testados no Brasil
Um estudo da Faculdade de Medicina da USP testou a validade de marcadores genéticos para predição de sardas em 534 indivíduos. Algumas variantes mostraram poder preditivo, especialmente combinadas com ancestralidade e sexo, enquanto outras não foram encontradas na amostra. Sardas são influenciadas por múltiplos genes e exposição solar.
Predisposição Genética e Exposição Solar
A presença de sardas pode ser inferida a partir de marcadores genéticos, com foco especial em análises forenses nos Estados Unidos. A geneticista Cintia Fridman, da Faculdade de Medicina da USP, liderou um estudo com 534 funcionários, professores e estudantes do Hospital das Clínicas da USP para testar a validade desses marcadores em uma população brasileira. A pesquisa avaliou variantes genéticas que poderiam predizer a presença ou ausência de sardas. Algumas dessas variantes demonstraram ter poder preditivo, especialmente quando consideradas em conjunto com a ancestralidade e o sexo do indivíduo – mulheres e pessoas de pele clara apresentaram maiores chances de ter sardas. No entanto, outras variantes genéticas previstas não foram encontradas na amostra testada. Fridman ressalta que, assim como outras características físicas visíveis usadas em predições, a presença de sardas está associada a diferentes genes e é fortemente influenciada por fatores ambientais, com a exposição ao sol sendo o principal.