Dólar sobe e mercados reagem a tensões geopolíticas e tarifaço dos EUA; IPCA de junho é destaque no Brasil
O dólar abriu em alta nesta terça-feira (7) em meio a tensões no Estreito de Ormuz e incertezas sobre a duração do cessar-fogo entre EUA e Irã. Investidores também acompanham a cúpula da Otan em Ancara e os impactos do possível tarifaço de 25% sobre produtos brasileiros. No Brasil, o IPCA de junho e a ata do Fed são os principais focos econômicos.
Tensões geopolíticas e impacto no dólar
O dólar iniciou a sessão desta terça-feira (7) em alta, influenciado por ataques a navios comerciais e um petroleiro no Estreito de Ormuz, atribuídos ao Irã. Segundo a agência marítima britânica UKMTO, o incidente levanta preocupações sobre a estabilidade do cessar-fogo entre Washington e Teerã e o risco de interrupção no tráfego de petróleo, que representa cerca de 20% do volume global. A reunião da Otan em Ancara, que discute apoio à Ucrânia e tensões internas, também contribui para a volatilidade nos mercados.
Tarifaço dos EUA e reações do mercado
Empresas como Tesla, Coca-Cola, Nestlé e eBay manifestaram preocupação com as tarifas de 25% propostas pelos EUA sobre 4.100 produtos brasileiros, alertando para impactos na competitividade e nos preços ao consumidor. O governo brasileiro e setores industriais buscam negociar prazos até 15 de julho para evitar prejuízos. Investidores monitoram os desdobramentos, que podem afetar as exportações brasileiras e a relação comercial entre os dois países.
Foco na economia brasileira e internacional
No Brasil, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de junho é aguardado como indicador chave da inflação. Nos EUA, a ata da última reunião do Federal Reserve (Fed), prevista para quarta-feira (8), trará insights sobre a política de juros sob a gestão de Kevin Warsh. A expectativa é que o documento ajude a esclarecer os rumos da economia americana em meio a pressões inflacionárias e geopolíticas.