EUA impõem sanções à presidente do Tribunal Penal Internacional
O governo Donald Trump sancionou a juíza e presidente do TPI, Tomoko Akane, e o funcionário Abdoulaye Seye. A medida visa neutralizar a ameaça da corte à soberania nacional e proteger autoridades americanas e israelenses.
Sanções e justificativa diplomática
O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos sancionou a juíza japonesa Tomoko Akane, que ocupa a presidência do Tribunal Penal Internacional (TPI) desde 2024, e o advogado sênior de acusação Abdoulaye Seye. As sanções podem restringir o acesso dos alvos a bens, serviços e transações sob jurisdição americana. O secretário de Estado, Marco Rubio, defendeu a medida como parte de uma campanha para proteger a soberania nacional contra o que classificou como uma 'farsa de tribunal'.
Contexto da ofensiva contra o TPI
As medidas integram uma estratégia do governo Trump para enfraquecer a atuação do TPI, especialmente após a corte emitir mandados de prisão contra o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e o ex-ministro da Defesa, Yoav Gallant. Desde 2025, Washington tem imposto medidas contra diversos membros da corte para limitar investigações que envolvam cidadãos americanos ou aliados estratégicos. O secretário de Defesa, Pete Hegseth, também defendeu que países da América Latina abandonem o tribunal, alegando que a instituição tenta exercer uma 'apropriação ilegal de poder' sobre militares e operações nacionais.