Justiça suspende greve da Educação em Rio Branco após quase uma semana de paralisação
O Tribunal de Justiça do Acre (TJ-AC) suspendeu, em decisão liminar, a greve dos profissionais da educação da rede municipal de Rio Branco, iniciada há quase uma semana. A medida determina o retorno imediato das aulas e fixa multa diária de R$ 50 mil aos sindicatos em caso de descumprimento. Servidores alegam que a paralisação busca reajuste salarial e melhores condições de trabalho, enquanto a prefeitura argumenta que a greve é abusiva e prejudica o direito à educação.
Contexto da greve e decisão judicial
A greve dos profissionais da educação da rede municipal de Rio Branco foi suspensa pelo Tribunal de Justiça do Acre (TJ-AC) em decisão liminar assinada pelo desembargador Nonato Maia. A medida atende a um pedido de tutela de urgência apresentado pela Prefeitura de Rio Branco, que alegou que a paralisação é abusiva e descumpre o dever de manutenção mínima dos serviços essenciais. A decisão determina o retorno das aulas em até 24 horas e estabelece uma multa diária de R$ 50 mil ao Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinteac) e ao Sindicato dos Professores do Acre (Sinproacre) em caso de descumprimento. Os sindicatos afirmaram que ainda não foram notificados oficialmente e estão analisando a medida.
Reivindicações e reações
Os servidores municipais de Rio Branco iniciaram a greve em busca de reajuste salarial e melhorias nas condições de trabalho. Segundo a Prefeitura, as reivindicações dos sindicatos ultrapassam os limites de viabilidade orçamentária e financeira. Na noite desta terça-feira (26), os profissionais realizaram uma vigília na Praça da Revolução, no Centro da cidade, como forma de protesto. A gestão municipal argumentou que manteve tratativas com as entidades sindicais ao longo de 2026, mas que a paralisação está causando prejuízos concretos à continuidade dos serviços educacionais.