Raymond de Borja Reflete sobre Correspondência, Poesia e Amizade Inspirado por Jack Spicer
O artista Raymond de Borja discute a distinção entre correspondência e conexão em seu trabalho, citando Jack Spicer e sua relação com Federico Garcia Lorca. De Borja explora como a ideia de correspondência se manifesta em sua arte, particularmente em colagens e nas interações humanas.
Correspondência Versus Conexão na Arte de De Borja
Raymond de Borja analisa a frase de Jack Spicer: 'As coisas não se conectam; elas correspondem'. De Borja aplica essa noção à sua própria prática artística, destacando uma preferência por correspondências em vez de conexões diretas, especialmente em seu trabalho com colagens. Ele também explora a ideia de correspondência como uma comunicação entre pessoas envolvidas em conversas, traçando um paralelo com a obra 'After Lorca' de Spicer. Spicer, em uma suposta carta a Federico Garcia Lorca, expressa surpresa com o pedido de introdução ao volume 'After Lorca', considerando a tarefa árdua e pouco gratificante. A introdução de Spicer detalha que os poemas não são traduções literais, mas sim adaptações onde Spicer insere ou substitui palavras, alterando o humor e o significado das obras originais. Em alguns casos, Spicer une metade de um poema de Lorca com metade de sua própria criação, resultando em um efeito descrito como um 'centauro relutante'. O epígrafe 'As coisas não se conectam; elas correspondem' é extraído de uma correspondência entre Spicer e Lorca. Spicer sugere que essa correspondência permite ao poeta traduzir objetos reais, transportando-os através da linguagem e do tempo com facilidade, como a visão de uma árvore na Espanha que o poeta nunca teria visto na Califórnia.