Filósofo Pietro Bianchi lança 'L’inquietudine dell’immaginario' e explora a força controversa das imagens na era da IA
O livro 'L’inquietudine dell’immaginario. Etiche dello sguardo' (2026), do filósofo e crítico cinematográfico Pietro Bianchi, analisa o papel das imagens na filosofia, cinema e psicanálise lacaniana. Bianchi aborda a inquietação gerada pelas imagens na vida pública, especialmente com o avanço da inteligência artificial, que produz fluxos contínuos de imagens sem referentes reais. A obra destaca a importância de entender as transformações históricas e tecnológicas no campo da visão e do imaginário.
Contexto e abordagem teórica
Pietro Bianchi, professor na Universidade da Flórida e crítico cinematográfico, lança 'L’inquietudine dell’immaginario. Etiche dello sguardo', publicado pela editora Orthotes. O livro investiga a força controversa das imagens, tradicionalmente vistas pela filosofia como elementos de engano, aparência ou ilusão. Bianchi utiliza uma abordagem interdisciplinar, combinando filosofia, teoria do cinema e psicanálise lacaniana para explorar como o imaginário e o olhar se transformam em um contexto de mudanças tecnológicas aceleradas. A obra questiona como o cinema e o pensamento podem ajudar a navegar as transformações no campo da visão, especialmente em uma era dominada pela produção massiva de imagens geradas por inteligência artificial.
Tecnologia e mutação do imaginário
Bianchi rejeita a ideia de que a tecnologia e a cultura material apenas influenciam percepções de forma ocasional ou superficial. Em vez disso, ele argumenta que essas forças moldam profundamente os aparatos perceptivos e o próprio conceito de realidade. O livro destaca que a inquietação atual em relação às imagens não se limita à manipulação, mas também à geração descontrolada de imagens sem referentes reais, um fenômeno amplificado pela IA. Essa perspectiva histórica e tecnológica é central na obra, que busca entender como as imagens se tornaram um campo de tensão na vida pública contemporânea.