Trump mira PIX em investigação comercial e ameaça tarifas de 25% a produtos brasileiros
Os Estados Unidos acusam o Banco Central do Brasil de favorecer o PIX em detrimento de empresas americanas de pagamentos, como Visa e Mastercard. O governo Trump abriu consulta pública para impor tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, alegando práticas desleais no comércio digital. Especialistas apontam disputa com big techs e bandeiras de cartão como pano de fundo.
PIX no centro da disputa comercial
O governo dos Estados Unidos incluiu o PIX em uma investigação comercial aberta em julho de 2025, a pedido do presidente Donald Trump. O sistema de pagamentos instantâneo brasileiro é apontado como exemplo de prática desleal que favorece serviços estatais em detrimento de empresas americanas, como Visa e Mastercard. O Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) alega que o Banco Central atua como regulador e operador do PIX, limitando a concorrência no setor de pagamentos eletrônicos. Em abril de 2026, a Casa Branca reforçou as críticas, destacando o PIX como prejudicial às gigantes de cartões de crédito.
Tarifas e ameaças ao comércio bilateral
Como retaliação, os EUA propuseram a cobrança de uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros exportados para o mercado norte-americano, com algumas exceções. A medida foi anunciada em 1º de junho de 2026, acompanhada de uma consulta pública para avaliar o impacto. O governo Trump justifica a ação como uma resposta às políticas brasileiras que, segundo o USTR, prejudicam empresas dos EUA e distorcem o comércio digital. Especialistas consultados pelo G1 indicam que a disputa reflete interesses econômicos das big techs e das bandeiras de cartão de crédito, que perdem espaço para o PIX no Brasil.