Cuba denuncia bloqueio energético dos EUA como 'genocídio' e alerta para colapso no sistema de saúde
Vice-ministra da Saúde de Cuba, Tania Cruz, denunciou na 79ª Assembleia Mundial da Saúde o impacto devastador do bloqueio total de combustível imposto pelos EUA. Mortalidade infantil dobrou para 9,9 por 1.000 nascidos vivos, e a taxa de sobrevivência de crianças com câncer caiu de 85% para 65%. Listas de espera para cirurgias ultrapassam 100.300 pacientes, incluindo 12.000 crianças.
Bloqueio energético e consequências humanitárias
Durante a 79ª Assembleia Mundial da Saúde, a primeira vice-ministra da Saúde de Cuba, Tania Cruz, classificou o bloqueio energético imposto pelos Estados Unidos como 'genocídio'. Segundo Cruz, a medida agravou o embargo econômico já existente e causou danos 'extraordinários' às famílias cubanas, afetando crianças, idosos e doentes. A escassez de combustível impactou diretamente a estabilidade do sistema de saúde, que, apesar de garantir acesso universal e gratuito, enfrenta colapso em serviços críticos.
Impacto no sistema de saúde cubano
A vice-ministra detalhou que a mortalidade infantil em Cuba dobrou, atingindo 9,9 óbitos por 1.000 nascidos vivos. A taxa de sobrevivência de crianças com câncer caiu de 85% para 65%. As listas de espera para cirurgias somam 100.300 pacientes, dos quais 12.000 são crianças. Além disso, 16.000 pessoas aguardam radioterapia, e 3.000 dependem de hemodiálise, serviços que exigem estabilidade energética. Apesar dos desafios, Cruz afirmou que o sistema de saúde cubano não entrou em colapso e segue em reorganização.