Fundador da Evergrande é condenado a prisão perpétua por fraude financeira na China
Hui Ka Yan, o empresário de 67 anos que chegou a ser o homem mais rico da Ásia, foi condenado à prisão perpétua e teve todos os seus bens confiscados por um tribunal em Shenzhen. O executivo foi considerado culpado por oito acusações, incluindo uso indevido de fundos e fraude na arrecadação de recursos. A condenação marca o desfecho trágico da trajetória da Evergrande, que se tornou um símbolo global da crise do mercado imobiliário chinês após acumular dívidas impagáveis e entrar em liquidação.
A ascensão e a queda de um império
Hui Ka Yan construiu a Evergrande sobre um modelo de crescimento acelerado, utilizando empréstimos para adquirir terrenos e construir imóveis em larga escala. Embora a estratégia tenha gerado lucros massivos e consolidado sua posição como um dos empresários mais próximos ao poder chinês, a falta de sustentabilidade financeira levou a empresa a parar de honrar compromissos no exterior em 2021, desencadeando uma crise que afetou profundamente a economia do país.
O colapso da fortuna e da empresa
O patrimônio de Hui, que atingiu US$ 45,3 bilhões em 2017, despencou drasticamente após o início da crise da incorporadora. Em 2023, sua fortuna era estimada em apenas US$ 3 bilhões. A decisão judicial de confisco de bens e a sentença de prisão perpétua encerram formalmente o ciclo de um homem que, em poucos anos, passou do topo do ranking de riqueza da Ásia ao isolamento jurídico por crimes financeiros graves.