Trump exige que aliados 'tomem' Estreito de Ormuz e comprem petróleo dos EUA
Donald Trump criticou países europeus por não participarem de ações militares contra o Irã e patrulhamento no Estreito de Ormuz, sugerindo que eles deveriam "ir buscar seu próprio petróleo" e tomar o controle da rota marítima. Ele afirmou que os EUA não estarão mais disponíveis para ajudar aliados que não cooperaram.
Pressão sobre aliados e declarações de Trump
Em publicações na rede social Truth Social em 31 de março, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou países europeus, incluindo o Reino Unido, por se recusarem a cooperar com os ataques norte-americanos e israelenses ao Irã e com o patrulhamento do Estreito de Ormuz. Trump sugeriu que as nações afetadas pela escassez de combustível de aviação devido ao bloqueio parcial imposto pelo Irã deveriam "criem coragem" e "simplesmente tomem" a rota marítima. Ele enfatizou que os países "terão que começar a aprender a se defender", pois "os EUA não estarão mais lá para ajudá-las", assim como elas "não estiveram lá para nos ajudar". O presidente adicionou que "O Irã foi, essencialmente, dizimado. A parte difícil já passou. Vão buscar seu próprio petróleo!". Ele também sugeriu que os europeus passassem a comprar petróleo dos Estados Unidos, alegando que "temos bastante".
Estreito de Ormuz e escalada de conflitos
O Estreito de Ormuz é uma passagem marítima estratégica por onde passa cerca de 20% de todo o petróleo comercializado globalmente. O Irã determinou o fechamento da passagem para navios cargueiros americanos e de países aliados a Washington em resposta às ofensivas de Israel e dos Estados Unidos. Em 22 de março, a Reuters noticiou que o Japão avaliava a possibilidade de enviar embarcações especializadas para desminar o Estreito de Ormuz, mas a Embaixada do Japão no Brasil confirmou que não há navios da Força de Autodefesa do Japão enviados para a região, classificando como informação falsa uma publicação que afirmava o contrário. O conflito também gera temores de expansão para o Estreito de Bab el-Mandeb, por onde transita mais 12% do petróleo global e que está sob controle dos houthis, aliados do Irã.