Geração Z lidera movimento 'Luddite' em Nova York para combater o vício em telas e IA
Membros do 'Luddite Club' em Nova York estão adotando um estilo de vida com menos tecnologia, trocando smartphones por celulares de dobra (flip phones) e buscando reconexões humanas reais. O grupo, que cresce entre jovens da Geração Z, manifesta descontentamento com a onipresença da inteligência artificial e das redes sociais, que eles acreditam que prejudicam a saúde mental e a qualidade das interações sociais.
Rebelião contra a tecnologia
O movimento inspirado nos Luddites do século XIX — que protestavam contra a automação da Revolução Industrial — ganha força como uma resposta ao sentimento de isolamento causado pelas redes sociais. Muitos membros do clube em Nova York relatam que a redução do tempo de tela permitiu que eles 'reaprendessem' habilidades básicas, como manter contato visual e estar plenamente presentes em conversas.
O papel da IA e das redes sociais
O crescimento do movimento coincide com um aumento no descontentamento da Geração Z em relação à inteligência artificial. Pesquisas indicam que uma parcela significativa dos jovens sente mais preocupação do que entusiasmo com o avanço da IA, vendo-a como uma ferramenta que 'barateia' a vida e enfraquece os laços humanos. O grupo não é totalmente contra a tecnologia, mas sim contra tecnologias que não são úteis ou que se tornam invasivas.