Eleitores com nome social crescem 32% em Campinas e batem recorde no interior de SP em 2026
Campinas registrou aumento de 32% no número de eleitores que utilizarão nome social nas eleições de outubro de 2026, saltando de 308 em 2022 para 407 neste ano. Na região de cobertura da EPTV, o crescimento foi de 6,6%, totalizando 3.153 eleitores com o documento atualizado, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O direito ao uso do nome social no título de eleitor é garantido desde 2018.
Direito garantido e crescimento regional
O uso do nome social no título de eleitor é um direito assegurado pela Justiça Eleitoral desde 2018, visando respeitar a identidade de gênero de travestis, transexuais e pessoas não binárias. Nas 49 cidades da área de cobertura da EPTV, o número de eleitores com nome social passou de 2.958 em 2022 para 3.153 em 2026, um aumento de 6,6%. Campinas liderou o crescimento com alta de 32%, refletindo o trabalho de entidades locais no combate à desinformação e na promoção da inclusão.
Instituições e conscientização
Diversas instituições atuam em conjunto para promover a inclusão e o acesso ao direito do nome social em Campinas. Entre elas estão a Comissão de Diversidade Sexual e de Gênero da OAB Campinas, o Centro de Referência LGBT da Prefeitura, a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e a Associação da Parada LGBT. A advogada Ana Carolina Camargo de Oliveira, vice-presidente da Comissão de Diversidade da OAB Campinas, destaca que o aumento é resultado de esforços contínuos para garantir o respeito à identidade de gênero.
Primeira votação com nome social
O estudante Leo Pereira Muniz, de 19 anos, é um homem trans e votará com o nome social pela primeira vez em 2026. Ele relata que, embora tenha alterado seu documento de identidade aos 14 anos, optou por aguardar a maioridade para atualizar o título de eleitor devido à burocracia envolvida. "A maior sensação é não estar votando com alguém que não sou eu. É relembrar que sou uma pessoa trans exercendo meu direito de voto, e isso simboliza não apenas uma identidade pessoal, mas também coletiva", afirmou Muniz.