Petróleo dispara para US$ 111 após Trump ameaçar Irã e elevar tensões geopolíticas
O preço do petróleo Brent atingiu US$ 111,31 por barril nesta segunda-feira (18), registrando alta de 1,9%, enquanto o petróleo dos EUA subiu 2,3%, para US$ 107,83. A escalada ocorre após declarações do presidente Donald Trump, que alertou o Irã de que o 'tempo está correndo', em meio a negociações estagnadas para encerrar a guerra. O mercado reage ao bloqueio marítimo dos EUA aos portos iranianos e ao fechamento do Estreito de Ormuz, além de um ataque de drone a uma usina nuclear nos Emirados Árabes Unidos.
Causas da alta nos preços
A disparada nos preços do petróleo é impulsionada por fatores geopolíticos, incluindo a ameaça de Donald Trump ao Irã, que intensificou a incerteza sobre o fornecimento global de energia. O Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de escoamento de petróleo, permanece majoritariamente fechado, enquanto os EUA mantêm um bloqueio marítimo aos portos iranianos desde o mês passado. Além disso, um ataque de drone a uma usina nuclear nos Emirados Árabes Unidos no fim de semana aumentou a tensão na região. Estrategistas do ING destacaram que 'os riscos de uma nova escalada estão aumentando', especialmente após a cúpula entre Trump e o presidente chinês, Xi Jinping, não apresentar resultados concretos para a reabertura do Estreito de Ormuz.
Impacto nos mercados e na economia global
A alta nos preços do petróleo elevou as expectativas de inflação e pressionou as bolsas globais. O petróleo Brent, que era negociado a cerca de US$ 70 por barril antes do início da guerra com o Irã, agora opera acima de US$ 111, refletindo o temor dos investidores sobre a estabilidade do fornecimento de energia. Analistas alertam que a persistência desse cenário pode agravar a inflação global, especialmente em países dependentes de importações de petróleo. A China, apesar de sinalizar disposição para mediar o conflito, ainda não apresentou um plano concreto para influenciar o Irã, mantendo a volatilidade no mercado.