EUA e Irã iniciam negociações de paz no Paquistão após conflito com perdas assimétricas
Representantes dos Estados Unidos e do Irã se reúnem no Paquistão para negociar um acordo de paz, após um cessar-fogo de duas semanas mediado pelo país. Ambos os lados reivindicam vitória, mas contabilizam perdas militares, econômicas, políticas e estratégicas assimétricas. O Irã sofreu um número maior de baixas militares em bombardeios, enquanto os EUA reportam perdas de militares e aeronaves.
Perdas Militares e Estratégicas
O Irã, alvo de bombardeios intensos, registrou mais de 1.165 militares mortos, 2.000 alvos atingidos (incluindo 450 instalações de mísseis balísticos e 800 de drones), 51 aeronaves e 27 navios militares destruídos, além de cerca de 80% de seus sistemas de defesa aérea comprometidos. Por outro lado, as Forças Armadas dos EUA tiveram 13 militares mortos, mais de 300 feridos e dez aeronaves destruídas ou derrubadas. Apesar das perdas, a capacidade de retaliação do Irã é considerada elevada.
Negociações de Paz e Impasses
As negociações de paz ocorrem em Islamabad, capital do Paquistão, com o vice-presidente dos EUA, JD Vance, liderando a delegação americana e o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, co-liderando a iraniana. O presidente do parlamento do Irã, Mohammad-Bagher Ghalibaf, lidera as negociações iranianas. As pré-condições apresentadas pelo Irã incluem um cessar-fogo no Líbano e o descongelamento de bilhões de dólares em ativos iranianos, indicando a complexidade dos desafios para os negociadores.